Artigos Relacionados

O desafio do marketing político

Aperto o play, na TV pessoas felizes, trilha sonora envolvente e o “cândido” candidato promete mudanças significativas “na vida de cada um de vocês”. Desligo a TV. O grupo focal de pesquisa qualitativ

EUA terão dificuldades em negociar acordos bilaterais de comércio

A maneira mais suave que Trump e sua equipe encontraram de dizer que os EUA estão abertos para negócios reside na fórmula "queremos comércio justo, não comércio livre" ("we want fair trade, not free t

“É impossível conhecer todos os candidatos”, diz especialista

A redução do tempo de campanha e, principalmente, o grande número de candidatos existentes, faz com que o eleitor não consiga analisar bem as propostas. Essa é a avaliação do professor e cientista po

A poesia em estado divino

A maior poeta viva do Brasil mora até hoje em Divinópolis, uma cidade sossegada de 200 mil habitantes localizada a 120 km de Belo Horizonte, incrustada às margens da Estrada de Ferro Oeste de Minas.

Trump defensor da globalização?

Guerra comercial, instabilidade emocional, populismo, tolerência com autoritarismo, inexperiência no mundo político. Todas essas noções fazem parte da "nuvem" Donald Trump e da presidência que s

Marcos Troyjo: Haverá uma 'Doutrina Trump'?

Muitas diplomacias e políticas de defesa se orientam com base em "manuais do usuário" ? atualizados de tempos em tempos ao sabor das preferências dos mandatários e das exigências da conjuntura.

Aslemg fala sobre a ATA Palestras

A Associação dos Servidores do Legislativo de Minas Gerais, em mensagem dirigida a ATA, elogiou a atuação da empresa na contratação da poeta Adélia Prado para evento organizado pela entidade.

Para equipe de Trump, protecionismo não é palavrão

A equipe comercial do presidente eleito dos EUA, Donald Trump, quer promover uma reviravolta na conotação de um dos termos mais demonizados no dicionário das relações econômicas internacionais:

Adélia Prado lança livro de poemas sobre o Natal

A poeta Adélia Prado lançou, em Belo Horizonte, no dia 5 de dezembro, o livro “Cantiga dos meninos pastores” (Ed. Gulliver), texto dela com ilustrações de Ângela Leite de Souza.

Vem aí uma 'Guerra Fria econômica' entre EUA e China?

Ao final de 2016, num contexto em que forças de desglobalização operam grandes inflexões (Brexit, Trump, ascensão de populismos), ganha força entre muitos analistas o argumento de que estamos adentran

Se você não falar bem, deixará que mentiras o vençam na vida e no trabalho

Certa vez, ainda no início da minha carreira como professor de oratória, conversava com um de nossos alunos que estava junto com a mulher.

O mundo visto de Moscou parece sorrir para Putin

É muito aguardada em Moscou – e também nas capitais ocidentais– a entrevista coletiva que o Presidente Vladimir Putin tradicionalmente dá alguns dias antes do Natal.

Comunicação de Trump não se compara à de Kennedy, assassinado 53 anos atrás

No dia 22 de novembro de 1963, o ex-presidente americano John F. Kennedy era assassinado em Dallas, nos Estados Unidos. Neste momento em que há tantas dúvidas sobre o comportamento do presidente eleit

Museu do Amanhã ganha prêmio internacional com Santos Dumont

Medalha de ouro foi anunciada ontem em conferência no Canadá

Eleição de Trump leva à triste queda do 'soft power' americano

Robert Ellsworth, embaixador de Richard Nixon na OTAN, argumentava que o papel de seu país no cenário internacional poderia ser tão positivo a ponto dos EUA merecem o título de única "superpotência be

Eleição de Trump representa 'fim do mundo como o conhecemos', analisa Marcos Troyjo

Durante a corrida à Casa Branca, escancararam-se grandes diferenças no estilo de política externa dos EUA defendido pelos candidatos Hillary Clinton ou Donald Trump.

Marcelo Gleiser lança livro 'A simples beleza do inesperado'

Em linguagem clara e acessível, o físico Marcelo Gleiser lança livro que aborda questões existenciais.

Delfim Neto avalia que a PEC 241 trará bons frutos para a economia

O economista, professor e ex-ministro Delfim Neto acredita que a adoção da PEC 241 mostra um sinal de boa fé da nova gestão em um momento de severo desarranjo fiscal.

A Importância das palestras motivacionais nas empresas

Manter uma equipe motivada, inspirada e muito bem treinada para que os resultados positivos aconteçam, não é nada fácil nos tempos de economia em recessão.

A poeta Adélia Prado fala de amor na abertura da 3ª Bienal do Livro

O evento começou na sexta (21/10) e vai até 30/10. Outro homenageado será o sociólogo português Boa Ventura de Sousa Santos

Delação conjunta da Odebrecht pode ser assinada em até três semanas

O pedido de delação premiada da empresa Odebrecht está em fase final, e o acordo pode ser assinado com o Ministério Público Federal em até três semanas, depois de pelo menos quatro meses de negociação

Luiz Felipe d’Avila: “O populismo que prevaleceu nos anos petistas foi um desastre para as instituições democráticas”

O cientista político Luiz Felipe D’Ávila vem desenvolvendo há anos um trabalho de capacitação e formação de lideranças políticas em seu Centro de Lideranças Públicas (CLP). Confrontado com o resultado

O Brasil vai a votos. Temer e Dilma enfrentam o primeiro teste nas urnas

Oficialmente, estão em jogo as eleições municipais. Mas este será também o primeiro teste para Michel Temer, a primeira disputa do PT pós-Dilma e a oportunidade para novas forças emergirem.

Quando os preços se sobrepõem aos valores

Aquela poderia ser mais uma manhã como outra qualquer...

Quando a palestra parece lobby

Quem já assistiu sabe o quanto é valiosa uma palestra do ex-presidente Bill Clinton. O homem...

EUA terão dificuldades em negociar acordos bilaterais de comércio

A maneira mais suave que Trump e sua equipe encontraram de dizer que os EUA estão abertos para negócios reside na fórmula "queremos comércio justo, não comércio livre" ("we want fair trade, not free trade").


O que devemos entender por isso? Como já argumentei nesta coluna, Trump baseou sua campanha e muitas de suas ações iniciais na Casa Branca na denúncia —e por vezes no abandono, como no caso da Parceria Transpacífico (TPP), de acordos negociados com mais de um parceiro.
Depreende-se, portanto, que do ponto de vista da tática negociadora, a administração Trump despreza mecanismos multilaterais como a OMC (Organização Mundial do Comércio), bem como formatos plurilaterais, de que são exemplos TPP e TTIP (o mega-acordo entre EUA e Europa que provavelmente não sairá do papel).

As vibrações emitidas por tal sinalização em contrário a acordos comerciais que envolvam vários atores já podem ser nitidamente sentidas.
 

Nesta terça-feira (21), o Banco Mundial publicou um relatório em que reconhece efeitos positivos para o crescimento global, ao menos no curto prazo, de alguns componentes da "Trumponomics" (desoneração fiscal, expansão da infraestrutura e desregulamentação). Alerta, no entanto, que uma das principais ferramentas da expansão econômica global nas últimas décadas —o comércio internacional— encontra-se em pronunciada retração.
 

Caminhamos portanto para o sexto ano consecutivo de crescimento do comércio em proporção inferior à progressão do PIB mundial. E mais: 2016, informa o Banco Mundial, foi o ano mais fraco em termos de comércio de bens e serviços desde o advento da "Grande Recessão" iniciada em 2008 e cujo símbolo máximo foi a quebra do Lehman Brothers.
 

O marco de 2008 é assim, nítido: oito anos antes do advento da vitória de Trump, o sentimento de "Globalização Profunda" já se começara a substituir pelo "Risco de Desglobalização", de que a atual tibieza do comércio mundial é tão simbólica.

 
Mas Trump, garantem seus assessores, quer mais, e não menos comércio. Qual então o caminho adiante? Acordos bilaterais.
 

Em tese, nada deve haver contra uma postura liberalizante dos EUA por meio de uma negociação país a país. Pouco se avançou no marco da agora paralisada Rodada de Doha da OMC. E experimentos com a escala do TPP (acordo em que o estabelecimento de padrões conta mais do que a desgravação tarifária) jamais foram testados na prática.


O problema é, bem, quem toparia engajar-se numa negociação cabeça a cabeça com essa tresloucada administração Trump? Uma primeira resposta mais ou menos óbvia é: países como Rússia, Reino Unido e Japão.
 

Moscou obviamente adoraria ver o comércio como uma das muitas plataformas de "relançamento" das relações russo-americanas. No entanto, apesar da empatia Trump-Putin, a chance disso acontecer num horizonte visível é simplesmente nenhuma.


Em meio a continuadas alegações de que os russos se intrometeram ciberneticamente na corrida à Casa Branca e que Trump e seu time mantêm suspeita cordialidade com o Kremlin —vide a queda de Michael Flynn do posto de conselheiro de Segurança Nacional— não há clima para entendimentos comerciais que possam ir além do eventual levantamento de sanções econômicas a Moscou.


Há ainda os britânicos. Em Davos no mês passado, Anthony Scaramucci, influente conselheiro de Trump, salientou que um grande acordo comercial EUA-Reino Unido seria vislumbrável quando transcorresse um ano da efetivação do "brexit". Sabemos, contudo, que o próprio calendário do divórcio Londres-Bruxelas ainda é bastante incerto.
 

Já o Japão teria todo interesse num acordo bilateral. Para Tóquio, uma coisa é ser o "número dois" numa arquitetura bi ou plurilateral em que o protagonista é Washington. Outra é ser "sócio-júnior" em esquemas comercias cujo epicentro encontra-se em Pequim.


Ainda assim, mesmo o Japão ilustra a relutância que muitos países apresentarão em negociar bilateralmente com os EUA. O esforço de tantas nações na Ásia-Pacífico e na Europa no desenho de mega-acordos com os EUA terá se mostrado em vão.
 

Há ainda a possibilidade, sobretudo no que sobrar do TPP, de que acordos plurilaterais comecem sem os EUA. E, a depender de quem for o inquilino da Casa Branca após o ciclo Trump, que Washington volte a enxergar o comércio para além da mera perspectiva bilateral.


David Lypton, um dos principais diretores do FMI, sugeriu nesta terça-feira em Berlim que líderes europeus devem "engajar-se construtivamente" com os EUA no que Trump considera "assimetrias" do comércio internacional. Nos formatos, multi, pluri ou mesmo bilaterais isso não será nada fácil. Com o rude "América Primeiro", Trump pouco disfarça que os objetivos de sua visão negociadora são "unilaterais".

Fonte: Marcos Troyjo – Folha de S. Paulo

ATA news

CADASTRE-SE E RECEBA TODAS AS NOVIDADES