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Sabemos que Donald Trump é um jogador. Gosta de blefar, de negociar sob cortinas de fumaça, de "chutar para cima" de modo a obter o melhor resultado possível.

Nessa linha, de todas as intervenções feitas até agora em Davos, sem dúvida a mais surpreendente foi a de Anthony Scaramucci, ex-gestor de fundos que hoje ocupa lugar de destaque dentre os principais assessores de Trump.

Scaramucci, que chefiará o Escritório de Relações Públicas da Casa Branca, pôs Davos em parafuso ao argumentar que a globalização sairá fortalecida com o próximo presidente americano. Literalmente, sugeriu que "Trump representa uma esperança para o globalismo".

A frase de Scaramucci está em diagonal oposição ao que seu chefe propagou durante a campanha. Mais especificamente, em seu discurso de nomeação como candidato republicano à Casa Branca, Trump defendeu: "o
americanismo, e não o globalismo, será a nossa crença".

Ainda assim, Scaramucci relacionou uma série de tópicos em que, segundo ele, a opinião pública global não estaria lendo corretamente a mensagem que o futuro presidente dos EUA quer transmitir. Ou seja, o mundo não está vendo Trump pela ótica do "copo meio cheio".

Vamos então a algumas das posições mais controvertidas de Trump e, de acordo, com Scaramucci, como o cenário global em conjunto pode sair ganhando.

Nos tratados comerciais, Scaramucci contou à plateia de Davos que Trump está longe de ser um opositor do livre-comércio. A crítica do presidente eleito residiria no caráter "assimétrico" dos acordos. No segundo pós-guerra, os EUA, com o FMI ou o BIRD, o Nafta ou outorga da cláusula de nação mais favorecida à China, estaria trocando influência geopolítica por benefícios econômicos.

Como muitas da razões para a existência dessas iniciativas —como a reconstrução da Europa pós-1945 ou comunismo como força geopolítica— deixaram de figurar no tabuleiro, caberia portanto reestruturá-las de modo a harmonizar as condições de competição não apenas dos EUA, mas também de outros países.

No início da semana, Trump disse em diferentes entrevistas que a Otan está "obsoleta", que as razões de sua criação relacionadas à Guerra Fria deixaram de existir. Para Scaramucci, isso não significa que Trump deseja abandonar a Europa à sua própria sorte, mas sim revela o pedido de atualização da Aliança de modo a que ela possa também combater ameaças como o terrorismo internacional.

A esses argumentos de Scaramucci podem somar-se uma série de outras posições de Trump que, em princípio, poderiam ajudar a globalização.

O cenário global teria a ganhar com instituições de Washington (FMI, Banco Mundial) reformadas? Sem dúvida. A ONU precisa de atualização de modo a refletir novas correlações de poder e capacidade de contribuição orçamentária? Claro.

O mundo se tornaria mais seguro se Washington e Moscou cooperassem em áreas como a luta contra o terrorismo? Em tese, sim.

O comércio internacional se tornaria mais justo se o governo chinês oferecesse menos incentivos e escudos de proteção a suas empresas de economia mista? Muito provavelmente.

Para que mundo possa enxergar Trump pelo "copo meio cheio", além de apontar incoerência e deslealdade em outros países, a nova administração teria de estar também disposta a mexer nas muitas assimetrias patrocinadas pelos próprios EUA.

Essas passariam por rever o inquestionável protecionismo na esfera agrícola ou a politica de incentivo à inovação industrial disfarçada de orçamento do Pentágono —bilionários recursos que ajudam a manter os EUA na vanguarda dos setores de alta tecnologia.

E, no limite, para ajudar a globalização, como Scaramucci buscou vender à elite de Davos, Trump, além de seu conhecido acervo crítico, precisa apresentar ao mundo uma agenda propositiva. Disso, até agora, ninguém tem notícia.

Fonte: Folha de S. Paulo.

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